quinta-feira, 29 de maio de 2014

Acho irónica a critica que a maioria das pessoas faz à superficialidade. Ainda que vislumbre, nas entrelinhas de repetições que retiram conteúdo às palavras, traços de qualquer coisa verosímil.
O Homem é um ser social: precisa de 'ser com os outros' para perceber o 'ser-em-si mesmo'. E a vida ensina-nos a maioria das 'lições' por polaridade ou oposição.
Não critico a superficialidade do exterior, dos adornos, da vaidade. Critico a superficialidade que acaba com a veracidade dos 'pequenos nadas', das pequenas simplicidades que são tudo.
Não critico a superficialidade do corpo. Critico a superficialidade da alma.


sábado, 3 de maio de 2014


A relatividade do espaço e do tempo precipita-nos a importâncias desimportantes. 
A única importância está em ser: com brilhos e nebulosidades. 
Só podemos melhorar quando aceitamos o infinito que há em nós.
E o resto... são ilusões de uma normalidade que não nos pertence.
O homem, como "obra em execução" que é, vive entre a vontade e a necessidade.
E a verdade é que, quando o pano da ilusão cai, o ego e o medo diminuem. A coragem aflora. A zona de conforto desaparece. Uma realidade nova surge. Mesmo que ninguém a perceba. E ninguém precisa de perceber. A nossa mente, felizmente, tem esse poder.
Como diria Drummond de Andrade, "Que a felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda a simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos" (...)"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”

Maria Vaz