sábado, 31 de janeiro de 2015

Não sei se é pela miscigenação de cores gritantes ou se é, simplesmente, por criar como ninguém sensações de alegria: a pintura de Afremov tem o toque sublime que impregna de beleza e de nuances luminosas qualquer dia cinzento. 
Com certeza, a arte (em todas as suas hipotéticas materializações) traduz-se em muitos dos 'pequenos nadas' que, ao criar um brilho especial no olhar de quem contempla, nos atira para o êxtase da "eterna novidade do mundo".

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Sobrevoa!
Há tanta liberdade em sobrevoar...
Quem tiver que perceber, perceberá.
Quem não perceber é porque continua escravo.
E há tantas subtilezas além do óbvio...
e tanto de óbvio além das subtilezas.




sábado, 24 de janeiro de 2015

Num destes dias gelados alguém me disse: "és uma pessoa reservada".
Olhei para cima em tom pensativo, enquanto enrolava o cabelo, e respondi: "se as pessoas mais próximas ouvissem isso rir-se-iam, porque eu falo imenso, com naturalidade, sobre qualquer coisa".
A resposta foi: "Elas não percebem".

Confesso que a minha primeira tendência é pensar, por rebeldia ontológica, que eu é que sei o que sou. Depois, tentei olhar para mim de fora e percebi que talvez esconda o melhor.
Falo de facto, sobre qualquer coisa, sem falsos pudores. Não me choco com muita coisa. Faço piadas. Intelectualizo. Sorrio. Tantas vezes ironizo. Superficializo. Agito a vida com a beleza ou a sujidade de pequenos nadas. Fujo da realidade e tropeço em mim:

como reajo ao que tem importância?






terça-feira, 20 de janeiro de 2015

As crenças (enquanto manifestações rígidas de apego a uma verdade ilusória), talvez sejam mesmo irrelevantes. O mesmo não se aplicará aos pensamentos que as formam. 
Ups... talvez algumas sejam socialmente impostas ou aceites pelo conformismo em que germina a inércia do pensar. Mas isso também é irrelevante. 
Não sei se Deus é arquitecto mas, com certeza, é perito em matemática.



terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O que nasce do que vem de 'baixo', influenciando-nos de forma invisível.
O que é quase imperceptível e nos revolve a partir de dentro, sem que percebamos: o inconsciente.
O que nos avulta o impulso, além da razão: segurança/insegurança, magnetismo sexual, sombra, medo, intensidade, poder. 
Há sempre um Hades dentro de nós. 

* Ilustração do rapto de Perséfone